Arpoador

Arpoador

sábado, 30 de abril de 2011

Até quando o vento que sopra parece ser mais vil, quando tudo que causa alegria parece ter sumido, sucumbido pelo tempo; a vida tem ciclos que oscilam no tempo, que passam na freqüência certa de cada momento o qual escolhemos de maneira a fugir do que nos causa mal.
Penso que talvez a escolha certa seja a menos improvável, tento caminhando, acertar a direção e propulsão a tomar conta de mim, sendo eu cada vez mais sozinho...
Vou voltar a ser quem eu era antes, antes mesmo de qualquer escolha, pois a escolha errada pode causar dor.
Tenho me confundido tanto, nesses breves instantes que tento compreender a dor, e percebo agora que a dor é nós mesmo que a causamos, procurando entendê-la, pensando numa mágoa talvez, nos ferimos a nós mesmo, uma vez que procuramos manter viva a presença constante de uma mágoa sofrida.

Assino meu nome em papéis manchados pela minha caneta assassina, grito minhas ilusões em papéis que um dia fora brancos, livres de qualquer agonia, cheios de esperança; ganho presença num distinto ponto final, ponto e vírgula, sou marcado pelo meu lápis borrador de sentimentos, que me mancha, me entrega e me esclarece dúvidas antigas; grito aos quatro ventos , nos quatro cantos que sou deste jeito , que não sou nem mais nem menos, que sou de nenhum jeito ou que não tenho jeito nenhum, contudo posso ser o que eu quiser , quando eu quiser ser, se eu assim quiser.

domingo, 17 de abril de 2011

Pensamento do dia



Tenho muita preguiça 
Nesse tempo que só faz chover
Tenho vontade de nada, 
E ao mesmo tempo de tudo,
Quero sol, 
Quero vida, 
Quero rua,
Quero casa, 
Quero cama, 
Quero manha
Sou mudança, 
Porém, me faço estático nessa hora
Sou a partícula voadora, procurando pouso
Procurando grama, procurando coisas...
Quero acordar cedo,
Mas não consigo, 
Estou perdendo as forças,
Nessa quebrada, não faço nada...
Fico improdutivo,
Mas amanhã, vou acordar bem cedo e vou correr, 
Até minhas pernas cansarem e não poder ,
Sequer me reclamar, para ver se assim eu desperto novamente.

domingo, 13 de março de 2011

GOTA D’ÁGUA PINGANDO


Contei gotas d’água à noite inteira
Esperando que logo ela parasse
Que o pingo parasse de fazer a mesma zuada o tempo todo
Pois ouvido não é pinico para ta ouvindo coisa chata
Já basta seu Zé me mandando fazer isso ou aquilo;
Tô de saco cheio com a peitica da muiher,
Que inventou uma tal de greve
Para me deixar mais aperreado, 
Estressado e neuvosodo que nunca
Onde é que eu vou para se esse estrago todo continuar?
Não há cabra macho que agüente o que eu estou passando
Nem o pão que o diabo amassou é pior do que viver
No limite, do limite,
Do fiado na venda da vizinha ao lado
Para ter o que comer,
E a muiher não reconhece o esforço do camarada aqui
Eu me sinto descontente que só a gota
E só quero saber quando essa gota d’água vai parar
Quando tudo isso vai passar?
Quando minha vida vai melhorar?
Quando minha mulher vai voltar a me amar?
Quando meus filhos vão enfim crescer?
E ajudar quem tanto lhes quer bem.

terça-feira, 1 de março de 2011

Plus Tard


Un peu plus
Un peu plus tard 

Un peu plus tard
Quand je vivre un peu plus
 Un peu plus tard
Quand je serai un peu plus vieux
 Un peu plus tard
Quand je saurai un peu plus de les choses

Je serai plus heureux

Un peu plus tard
Quand nous connaîtrons un peu plus
 Un peu plus tard
Quand j'aurai des histoires pour raconter
Un peu plus tard
Quand je saurai un peu plus de la vie

Je serai plus heureux

Un peu plus
Un peu plus tard 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tédio


Observo o teto
O objeto do tédio
Ruptura do teto

Desvalido
Teto caído
De vidro
Contínuo
Colorido do brilho
Do escuro
Do teto caído
Preto, negro
De onde sai o brilho?
Se o sol está escondido
O corpo negro radia
Aquilo o que absorveu
Durante o dia
Estranho
Compasso
Lento
Triste
Verso
Seco
.

Contraste


É tenso
Tudo isso
Que estou passando
O sol brilha
Mais do que tudo
Só não mais
Do que teus olhos
Fico confuso
E triste
Pois não sei
Se vou te ter um dia
E se eu parar de te vê
Vou morrer de frio
Sem os teus olhos para me aquecer
Fico feliz
E quero dividir com você
Se fico triste
Quero ver seus olhos
Derreter-me
Esquecer
Do escuro do meu quarto
Desse tenso vazio
Que é pensar em
Nunca te ter