Arpoador

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Adieu

Ao acordar, um homem se vira na cama e não vê sua mulher; pensa apenas que ela se levantou cedo e então logo voltou a dormir; algumas horas depois ele acorda, levanta e segue para sala, e não vendo sua mulher se pergunta onde ela terá ido; vai até a cozinha para preparar alguma coisa para comer; prepara ovos mexidos e um café, volta para a sala, liga a TV e quando se senta para comer se depara com um bilhete; não era um simples bilhete e sim, uma carta de despedida – a carta dizia:
- Querido, é muito difícil descrever o que sinto agora, neste momento, mas eu preciso ser forte e fazer isso. Gradativamente eu te descobrir e te percebi como sendo meu e sendo o meu mais importante acontecimento; hoje, num momento de reflexão, pensei no quanto estúpida seria eu em desperdiçar o que você estava sugerido me dar no início de nosso envolvimento; percebo o quanto feliz eu fui em ter te encontrado; a tua sinceridade, o teu amor, me fizeram a pessoa mais feliz do mundo; você não me pedia para eu ser diferente, coisa que eu não seria, você me queria, apenas queria, como eu era, como eu sou; fui feliz, tão feliz que te escrevo com lágrimas nos olhos, mas agora tudo parece ter mudado, as cobranças, os ciúmes, tudo veio com o passar do tempo e eu não suporto cobrança, restrições, tudo isso eu detesto e me causa desconforto; já não aguento mais e por isso estou indo embora; sinto um enorme vazio neste momento que não consigo descrever, uma dor imensa toma conta de mim, sou tão apegada a ti, mas não sinto mais o mesmo que sentia antes – por favor, não me procure, me deixe ficar só... Te cuida.
Ele terminou de ler a carta e desconsolado, só pensou em vê-la uma última vez para lhe dizer – Obrigado, por ter me amado!

2 comentários:

  1. e me encanta a suavidade dos teus textos

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  2. Seus textos são muito interessantes...
    Mas pq o título e ''Adiel''?

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