Arpoador

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domingo, 13 de março de 2011

GOTA D’ÁGUA PINGANDO


Contei gotas d’água à noite inteira
Esperando que logo ela parasse
Que o pingo parasse de fazer a mesma zuada o tempo todo
Pois ouvido não é pinico para ta ouvindo coisa chata
Já basta seu Zé me mandando fazer isso ou aquilo;
Tô de saco cheio com a peitica da muiher,
Que inventou uma tal de greve
Para me deixar mais aperreado, 
Estressado e neuvosodo que nunca
Onde é que eu vou para se esse estrago todo continuar?
Não há cabra macho que agüente o que eu estou passando
Nem o pão que o diabo amassou é pior do que viver
No limite, do limite,
Do fiado na venda da vizinha ao lado
Para ter o que comer,
E a muiher não reconhece o esforço do camarada aqui
Eu me sinto descontente que só a gota
E só quero saber quando essa gota d’água vai parar
Quando tudo isso vai passar?
Quando minha vida vai melhorar?
Quando minha mulher vai voltar a me amar?
Quando meus filhos vão enfim crescer?
E ajudar quem tanto lhes quer bem.

terça-feira, 1 de março de 2011

Plus Tard


Un peu plus
Un peu plus tard 

Un peu plus tard
Quand je vivre un peu plus
 Un peu plus tard
Quand je serai un peu plus vieux
 Un peu plus tard
Quand je saurai un peu plus de les choses

Je serai plus heureux

Un peu plus tard
Quand nous connaîtrons un peu plus
 Un peu plus tard
Quand j'aurai des histoires pour raconter
Un peu plus tard
Quand je saurai un peu plus de la vie

Je serai plus heureux

Un peu plus
Un peu plus tard 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tédio


Observo o teto
O objeto do tédio
Ruptura do teto

Desvalido
Teto caído
De vidro
Contínuo
Colorido do brilho
Do escuro
Do teto caído
Preto, negro
De onde sai o brilho?
Se o sol está escondido
O corpo negro radia
Aquilo o que absorveu
Durante o dia
Estranho
Compasso
Lento
Triste
Verso
Seco
.

Contraste


É tenso
Tudo isso
Que estou passando
O sol brilha
Mais do que tudo
Só não mais
Do que teus olhos
Fico confuso
E triste
Pois não sei
Se vou te ter um dia
E se eu parar de te vê
Vou morrer de frio
Sem os teus olhos para me aquecer
Fico feliz
E quero dividir com você
Se fico triste
Quero ver seus olhos
Derreter-me
Esquecer
Do escuro do meu quarto
Desse tenso vazio
Que é pensar em
Nunca te ter

domingo, 2 de janeiro de 2011

Nada só é o que parece


Andando somente, contudo
Não é tão simplesmente
Um simples andar
Como não é
Um simples olhar
Um simples papeado,
Um encontro ao acaso;
Contudo me empresto ao caos
Para fazer de mim
Um desparafusado,
Rodopiando até parar;
Sorrindo somente com tudo
Talvez eu não seja feliz
E sim um louco
Mas, caminhando, contudo atravesso
A linha imaginária da vida
E vejo sim, sou feliz sim senhor;
Pareço triste às vezes
Mas nem tampouco
Permaneço ferido
Trato logo de
Mudar o sentido
Para não pegar
O caminho errado;
Seriamente pareço um bobo
Por isso
Não me presto a tal sentisse,
Para não me causar nenhum transtorno;
Faço de mim objeto do mundo
E dele tiro proveito
Para me sustentar;
Minhas lembranças, experiências
As guardo com todo amor
Pois elas me fizeram crescer;
Aquele papeado,
Um abraço apertado
Uma discussão,
por exemplo,
Ficou guardado
Aguardando mais
Estou em busca
Sempre de mais
Procurando sempre a paz
Caótica ou não;




Feliz 2011!!

Feliz 2011 amigos e amigas!


Que todos nossos sonhos se realizem, 
Que o bonito aconteça em todas suas dimensões,
Que a terra gire em torno do sol conforme nossa canção,

Saúde e paz meus queridos!
Beijos e abraços meus!!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Extravasação sertaneja


Quando eu to puto eu xingo todo mundo,
Quebro cadeira mesa e geladeira
Quero brigar com o portão
Brigar com o caixa
Que não tem nem coração
Lamuriar é minha oração
minha opção
Mas eu não faço isso não
Pois se assim eu me comportar
Vou apenas me aperrear
e não vou resolver nada não
prefiro de verdade
Esquecer essas banalidades
Que fazem mal ao coração
Coloco uma rosca no buraco
Pinto de Cal a parede
e limpo meu coração
Faço valer as verdades
Jogo fora tudo que há de ruim
Mas se eu tiver que
Conviver com tais coisas ruins,
eu prefiro resolver
a ter que lamentar
Boto de fora os botões
Arreio a peixeira na mesa
e faço a conversa brotar,
Dou meia horinha para que
Tudo se tenha esclarecido,
Coloco um ponto final
e sigo minha vida tranqüilo.